sobre linhas pontilhadas,
desenhadas pra não se perder.
e se encanta.
entre as retas assimétricas
de um polígono construído pra te proteger.
- dos sons dissonantes, dos batimentos do seu peito.
- dos cortes perfurantes, dos arranhões deixados sem jeito.
você dança
sobre as águas que escorrem
dos seus olhos cansados.
e se desmancha
entre as ondas de movimentos
retilíneos e uniformemente variados
você dança sem música,
em linhas tortas e em linhas retas
e desencanta a realidade,
com olhos vermelhos, sem escolhas certas
você dança sem saber
que é você quem espanta as noites
antes de cada amanhecer.
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