domingo, 26 de janeiro de 2014

someday you will find me

caught beneath the landslide

Seguir em frente às vezes é o mesmo que deixar o romantismo de lado. É lembrar que a vida não é um filme, não é um livro, não é uma canção.

Mas o que fazer quando você conhece alguém que faz cada pedacinho da sua vida se transformar numa espécie de universo paralelo? O jeito que essa pessoa diz que te ama, o jeito que ela demonstra isso. Você pensa que poderia ter escrito aquele diálogo, você pensa que poderia ter escrito aquela cena, aquele olhar e aquele gesto antes de ir embora. Você não fez absolutamente nada disso, e é fantástico, porque significa que você ainda não enlouqueceu. E que algumas coisas são realmente possíveis.

Algumas relações, com algumas pessoas, simplesmente fogem da realidade. Elas são exatamente aquele filme, exatamente aquele livro, exatamente aquela canção.

Talvez essa seja a maneira de deixar elas irem embora. Admitir que elas foram aquele sonhar acordado que não dura muito tempo, do tipo que você não pode mesmo ter pra sempre. Mas foi bom enquanto durou. Foi tão bom enquanto durou! Cada viagem, cada carta, cada mensagem, cada encontro, cada abraço!

Tem dias nos quais eu penso que você foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Mas eu preciso deixar o romantismo de lado. Tem dias nos quais eu tenho certeza disso. Mas eu preciso deixar o romantismo de lado.

Eu poderia ter escrito a história entre você eu, mas que bom que eu não fiz. Talvez não tivesse sido tão boa.

this is the way that we love
like its forever
then live the rest of our life
but not together

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

bye bye, miss crumbling walls


Acho que uma das coisas mais difíceis de se fazer é seguir em frente, e talvez por isso eu tenha começado esse blog. Pra ir descobrindo aos poucos como conseguir.

x

No momento, posso dizer que já juntei alguns pedacinhos e comecei um trabalho de colagem. Estou fazendo as coisas com calma, devagar, mas me permitindo ficar feliz com as pequenas conquistas, ao invés de dar vazão às frustrações. Não tem sido exatamente fácil, mas é bom saber que não é impossível.

x

Numa noite qualquer eu pensei que não queria mais revisitar o passado. As lembranças ruins me deixavam mal, e as boas lembranças conseguiam me deixar ainda pior. Tive vontade de fazer como num filme e pedir pra alguém apagar todas essas memórias, mas então caí em mim e lembrei que não dá pra ser uma pessoa completa sem as experiências pelas quais a gente passa. Parece uma epifania boba, mas adivinha só, essa foi uma das pequenas conquistas.

x

Estou tentando fazer disso um mantra. "É só não ter raiva; é só não olhar pra trás com raiva". E quem sabe eu não começo finalmente uma revolução a partir da minha cama.



"this'll be the day that I die.
this'll be the day that I die."