Atlas, na mitologia grega, foi um titã condenado por Zeus a sustentar os céus pra sempre; na anatomia, corresponde à primeira vértebra do pescoço; no dicionário, significa livro de mapas geográficos; no trabalho de Ryan O'Neal, é uma tentativa de conhecer e entender a (própria) existência.
Há alguns tantos anos eu era uma saltadora de introduções apaixonada por lojas e histórias de conveniência; hoje, quando penso em mim mesma, consigo vislumbrar essa pessoa, mas não mais me relacionar com ela. Muito se passou nesses últimos tempos, e muito mudou em mim - foram muitos momentos de deriva e tantos outros de tempestade, até que finalmente a calmaria se estabeleceu.
Com tudo isso, arrisco dizer que a saltadora de introduções ficou pra trás, mas não sei ainda se deve existir pesar nessa constatação - na verdade, é algo que pretendo descobrir ao longo dessas linhas e desse espaço.
Atlas, aqui, será sobre quem eu fui, sobre quem eu sou, e sobre quem eu quero ser. Será sobre uma rota de fuga, ou então um caminho de volta pra casa. Será sobre um titã sentenciado a carregar o peso do universo, ou sobre uma pessoa comum solucionando os quebra-cabeças da própria história.
Eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente. Eu só sei que não tenho mais pressa.
Tampouco medo.
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